Fonoaudiologia em destaque na terapia intensiva no MS

Da esquerda para a direita, as fonoaudiólogas: Neide Godoy, Gabriela Cintra, Vanessa Ponsano e Carla Misuzaki

 Acontece em Campo Grande nos dias 31 de agosto, 1º e 2 de setembro o II Congresso Sul-mato-grossense de Terapia Intensiva (II COSMATI) organizado e realizado pela Sociedade Sul-mato-grossense de Terapia Intensiva (SOSMATI).

Como ocorre em outros congressos nos estados do Regional, o Crefono 6 marca presença com stand de orientação ao público. O objetivo desta ação, segundo a presidente da Comissão de Divulgação, conselheira Danielle Dias (CRFa 6-3777), é promover a Fonoaudiologia e divulgar o trabalho realizado pelo profissional junto às equipes multidisciplinares.

O tema escolhido pela SOSMATI para o evento deste ano foi o trabalho das equipes multidisciplinares e, de acordo com o presidente da Sociedade, Dr. Jean Charles M. Salgado, o trabalho destas equipes precisa ser melhor valorizado diante do benefício que elas proporcionam aos pacientes: "Hoje em dia se espera que os profissionais vejam o paciente como um todo e é justamente isso que as equipes multidisciplinares fazem. A visão que temos dos pacientes deve ser integrada e não isolada."

De acordo com o presidente, esta é a primeira vez que, no COSMATI, temas específicos da Fonoaudiologia são abordados, inclusive em curso pós congresso sobre as intervenções fonoaudiológicas no paciente crítico. Questionado sobre a razão da profissão não ter tido destaque em edição anterior do congresso, Dr. Jean respondeu: "Hoje nós temos uma fonoaudióloga dentro da diretoria da SOSMATI, isso ajudou muito na construção deste congresso. A Fonoaudiologia é muito importante dentro da terapia intensiva, mas aqui no estado nós ainda observamos pouca atuação nesta área. A gente espera que, com o congresso, mais fonoaudiólogos possam se animar a atuarem na terapia intensiva."

Já para a fonoaudióloga Carla Massago E. Misuzaki (CRFa 6-11471-2), coordenadora do Departamento de Fonoaudiologia da SOSMATI, a pouca adesão dos fonoaudiólogos na terapia intensiva no estado é um problema de formação: " Os programas de residência multiprofissionais não abrem vagas para Fonoaudiologia. Nossa profissão é sub explorada neste meio e quem perde com isso é com certeza o paciente".

Ouça a entrevista completa com a fonoaudióloga Carla.


Participação do Crefono 6


Fonaoudiólogas que visitaram o stand do Conselho.

Neide Godoy com Pâmela Pereira


De acordo com a presidente do órgão, Gabriela Cintra (CRFa 6-3314), "esta foi a primeira participação do Crefono 6 em um evento deste porte aqui em Campo Grande. Nosso objetivo é inserir a Fonoaudiologia neste meio, divulgar nossa profissão e fazê-la ser reconhecida com o grau de importância que ela tem", esclarece a presidente.

Gabriela, juntamente com a conselheira efetiva representante do MS Neide Godoy (CRFa 6-5977), realizaram um quiz com os presentes, onde aspectos da atuação profissional foram abordados com a finalidade de esclarecer e apresentar a atuação fonoaudiológica na terapia intensiva.

Até o fechamento desta matéria, passaram pelo stand do Crefono 6 cerca de 150 pessoas, que responderam as perguntas do quiz e levaram para casa um material com o Protocolo Fonoaudiológico de Avaliação para o Risco de Disfagia (PARD), elaborado pelo Crefono 6 especialmente para este evento, uma sacola com paquímetro personalizado pelo órgão e orientações quanto à Fonoaudiologia.

 

Além de receber a visita de todos os fonaoudiólogos presentes no evento, o stand do Conselho contou com a presença da dentista Pâmela Pereira, membro da Comissão de Odontologia Hospitalar do Conselho Regional de Odontologia do Mato Grosso do Sul, que junto com as conselheiras do Crefono 6 pensaram em possíveis ações conjuntas entre os conselhos.

Para as conselheiras Gabriela e Neide, o saldo do evento foi positivo e acreditam que a abertura dada à Fonoaudiologia é só o marco inicial para uma atuação promissora na terapia intensiva do estado.

 

ASCOM Crefono 6 | Fotos: Gabriela Cintra e Neide Godoy